segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Teatro com sensibilidade

"A Morte.Outra Puta!" é o próximo espetáculo da Contigo Teatro em parceria com a Liga Portuguesa Contra O Cancro, que será levado à cena no Fórum Machico nos dias 5 e 6 de outubro, com sessões às 21h00.

Integrado no movimento de solidariedade “Um dia pela Vida”, o trabalho inspira-se, maioritariamente, em crónicas de António Lobo Antunes e de Miguel Esteves Cardoso. Mas há também outras vozes de poetas e de amigos que reunimos num guião dramatúrgico para dar corpo a este projeto solidário.

Em cena queremos mostrar através do relato de experiências vividas e ficcionadas que é muito importante conhecer, estar informado, para sabermos como agir perante nós próprios e perante os outros. A Vida é uma partilha de momentos. Precisamos de rir juntos e de chorar juntos para sermos mais felizes, ou sofrermos menos…

O espetáculo tem a duração de 50 minutos e é aconselhado a maiores de 12 anos.

O bilhete custa 5 euros e as receitas revertem a favor da Liga Portuguesa Contra O Cancro.

Reservas até quinta-feira, através do correio eletrónico geral@contigoteatro.com ou dos contactos: 963996737 | 911100015.
Ficha técnica:
Autoria: António Lobo Antunes, Miguel Esteves Cardoso, António Feio, Miguel Torga, Vergílio Ferreira e Ana Kaupilla.

Dramaturgia: Sandro Nóbrega
Encenação: Maria José Costa e Sandro Nóbrega

Personagens /Actores
Homem 1: André Carvalho
Homem 2: Sandro Nóbrega
Mulher(es): Maria José Costa
Médica: Licínia Cruz

Seleção de Guarda-Roupa: São Gonçalves
Caracterização e adereços: São Gonçalves
Seleção musical: Débora Martins e Sandro Nóbrega
Criação de vídeo e imagem: João Gonçalves e Débora Martins
Operação de som e vídeo: João Gonçalves
Desenho, montagem e operação de Luz: Maurício Freitas
Criação de Material Gráfico: João Gonçalves
Divulgação: Sanae Vita e Contigo Teatro
Frente Casa e Bilheteira: Laura Gonçalves e Luís Varela
Produção: Contigo Teatro

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Encontro com Ruy de Carvalho e Élvio Camacho



Ontem, falou-se de Teatro na Escola Secundária Jaime Moniz. Mas não só. Falou-se também de cultura e arte, de experiências, de emoções (fortes, bonitas, à flor da pele, íntimas) pelas vozes de Ruy de Carvalho e de Élvio Camacho.
Os dois não se vão importar por tratá-los apenas por Ruy e Élvio. Pois numa sala, ainda que pequena, demasiado pequena para sentimentos tão grandes, foi como se só estivessem lá o Ruy, o Élvio e eu. E eles falaram para mim.
O Ruy tem 85 anos e quase 70 de carreira, mas conserva uma jovialidade na maneira de falar e na forma como expressa emoções. Como se estivesse a começar e todas as personagens do mundo à frente. E ainda tem aquela genialidade de num momento estar a falar e a explicar qualquer coisa e de repente ser uma personagem do "Monólogo do vaqueiro" de Gil Vicente. Como só os grandes atores conseguem fazer, com naturalidade mas sendo um ato mecanizado, que exige trabalho e suor, para não falar na dedicação e no amor por aquilo que se faz. Como o próprio disse, qualquer boa improvisação pode requerer seis meses de trabalho e ensaio.
E depois há o Élvio. Há aquele brilho nos olhos, que só ele tem, onde a emoção está presente na ação e a ação é um constante amor  que dedica ao teatro. Com todas as personagens dentro dele à espera para sair e terem existências em palco, por mais breves que possam ser. Pertencendo a uma geração diferente à do Ruy, o Élvio tem aquele je ne sais quoi  que o Ruy também tem, lá está, aquela emoção presente nos olhares, nos gestos e nas memórias, nos desejos para o futuro, nos receios que o presente acolhe. 
O Ruy e o Élvio falaram para mim, numa sala cheia de gente, os dois juntos, as suas memórias e as suas vidas, em palco e fora dele. Os dois, de camisa branca...

sábado, 15 de setembro de 2012

Manifestação por um país mais próspero




Não participo numa manifestação de rua há muitos anos. Desde os meus tempos de faculdade, em que os estudantes de Coimbra saíam à rua para exigir melhores condições para os estudantes e possibilidades justas para tirarem uma licenciatura e terminarem os seus estudos com dignidade e com rigor. Como em qualquer país civilizado acontece. Se esses objetivos foram atingidos ou não, se essas manifestações cumpriram os seus propósitos ou não, uma ida às universidades e falar com os estudantes que desistiram dos seus estudos por não terem possibilidades para tal poderá dar umas pistas.
Mas hoje vou. Às 17h, na praceta do Infante, no Funchal. Vou porque não acho que estamos a viver tempos justos e equitativos. Vou porque acho que estão pessoas no meu país a passar fome, estudantes que não conseguem estudar porque não lhes é dada essa possibilidade, porque há pais e mães a roubar em supermercados para apenas dar de comer aos filhos, porque estão a retirar a quem menos tem os meios para terem alguma dignidade no seu dia a dia, porque estão a faltar medicamentos nos hospitais e há cirurgias importantes que não estão a ser realizadas por falta de dinheiro, porque há idosos que morrem em casa abandonados porque o estado social não está a cumprir as suas funções, porque me estão a exigir dinheiro e a aumentar impostos para pagar a credores mal intencionados e que se aproveitam das dificuldades dos estados fragilizados e apanhados com as calças na mão, porque esta geração mais nova que está agora a crescer e a estudar viverá pior do que eu. E isto é uma inversão abjeta do que deve ser o normal devir de uma sociedade: contribuir para que as gerações seguintes vivam melhor que a nossa. E isso não está a acontecer. Por isso vamos à rua, vamos unir vozes e mandar uma mensagem pacífica, mas forte e cheia de significado a quem nos governa (mal) para que alguns rumos seguidos sejam invertidos e para que nos guiem no caminho do crescimento e do progresso.
Ficam aqui as localizações onde se irão realizar estas manifestações no todo nacional (e não só):

Lisboa: Praça José Fontana às 17h
Porto : Avenida dos Aliados às 17h
Portimão: em frente à Câmara Municipal às 16h
Viseu: Rossio às 17h
Aveiro: Em frente à estação de caminhos de ferro às 17h
Guarda: Praça Luís de Camões às 17h
Braga: Avenida Central às 15h
Coimbra: Praça da República às 17h
Loulé: Mercado de Loulé às 17h
Vila Real : junto à Câmara Municipal às 17h
Covilhã: Pelourinho às 17h
Marinha Grande: Parque da Cerca às 17h
Moncorvo: Torre de Moncorvo - Largo da Corredoura às 17h
Leiria : Fonte Luminosa às 15h
Caldas da Rainha: Largo da Câmara (em frente ao tribunal) às 15h
Faro: Largo da Pontinha às 17h
Portalegre: Praça da República às 17h
Castelo Branco: em frente à Câmara Municipal às 17h
Beja: Praça da República às 17h
Figueira da Foz: em frente à Câmara Municipal às 15h
Santarém: em frente ao W Shopping às 17h
Évora: Praça do Giraldo às 17h
Lamego: Monumento ao Soldado Desconhecido "Chico do Pinto"às 17h
Mogadouro: Parque da Vila às 17h
Peniche: Praça Jacob Rodrigues Pereira às 17h
Santa Maria da Feira: em frente à Câmara Municipal às 17h
Setúbal : Praça do Bocage (em frente ao município) às 17h
Sines : Rossio às 17h
Nisa: Praça da República (junto à Biblioteca) às 17h
Ponta Delgada: Portas da Cidade às 16h
Funchal : Praceta do Infante às 17h
Berlim (Alemanha): Zimmerstrasse, número 56
Fortaleza (Brasil): Rua Desembargador Leite Albuquerque, 635 Sala 402
Londres (Inglaterra): Embaixada Portuguesa (11 Belgrave Square London)
Paris (França): Embaixada de Portugal (3 Rue de Noisiel)
Nos EUA e Canadá não haverá uma manifestação presencial, mas cada um é convidado no evento a fazer cartazes de indignação e fotografias e colocar durante o dia de amanhã no Facebook.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Prémio merecido ao grupo O Moniz - Carlos Varela e o congresso regional de educação artística




Foi uma atribuição mais do que merecida. O grupo de teatro escolar O Moniz - Carlos Varela foi presenteado com o prémio "Educação Artística 2012" na cerimónia de abertura do III Congresso Regional de Educação Artística, que decorreu na EB 2/3 Horário Bento de Gouveia, nos dias 11 e 12 de setembro, e foi organizado pela direção de serviços de educação de educação artística e multimédia da DRE.
A professora Fernanda Freitas subiu ao palco, acompanhada por um membro do conselho executivo da referida escola, para receber o galardão das mãos do secretário regional da educação e recursos humanos e teve oportunidade de referir que a entrega daquele prémio constituía um merecido reconhecimento pelo trabalho realizado ao longo de vinte e dois anos de existência, assim como uma homenagem às muitas pessoas que ao longo dos anos contribuíram para a qualidade dos trabalhos a que este grupo nos habituou.
Queremos mais vinte e dois anos!
Quanto ao congresso em si, ao longo de dois dias, debateu-se a educação artística em várias vertentes. Muitas das comunicações foram interessantes no sentido de divulgar e dar a conhecer algumas práticas de sucesso e alguns projetos aliciantes e inovadores em algumas escolas, não só regionais, mas também nacionais.
Se momentos houve em que se poderiam ter evitado as óbvias e muito fáceis tentações "populistas" de transmitir aos participantes e à comunicação social mensagens políticas de reduzido valor e nenhuma eficácia, em nada contribuindo para a causa da educação artística que todos deveria unir, tentando monopolizar plateias em funçao de objetivos pouco claros,  a troca de experiências acaba sempre por ser uma mais valia e um enriquecimento para os participantes.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A aflição dos professores

Aposto que é assim que muitos professores se sentem nos últimos tempos, não só a nível nacional, mas também cá na RAM. 
Se no todo nacional as más notícias verificaram-se e muitos professores contratados, alguns deles com largos anos de serviço, encontraram o desemprego como perspetiva de curto e médio prazo, a verdade é que cá na Madeira a aflição continua. 
Segundo o calendário oficial, sai amanhã, dia 6 de setembro, a lista de contratação da RAM, mesmo que já nos últimos dias tenham soado alguns alarmes na comunicação social e algumas notícias aparecidas pela calada a anunciar cerca de 200 professores desempregados (número que, como se constata, é bem preocupante para uma realidade como a nossa).
Nos anos anteriores, em que esses professores estiveram colocados e a cumprir funções em prol da educação e do ensino dos nossos jovens, não se levantaram vozes a denunciar um número excessivo de professores. Agora, como o discurso da crise é desculpa para todos os atropelos que se fazem à dignidade das pessoas e para a redução de custos a torto e a direito, já há professores a mais, que não fazem falta, e que devem ir para o desemprego. Não são necessários para nada. Não precisamos desses profissionais para nada. Por isso, rua! As escolas vivem bem sem eles, com alunos mal nutridos, sem capacidade de concentração, sem apoio familiar (uma vez que as famílias se desfazem, se não por problemas de funcionalidade familiar, por motivos económicos e financeiros), mas o problema do país está de facto nos professores.
Conheço alguns destes professores. Já trabalhei com muitos a quem reconheço elevadas capacidades pedagógicas e brio no exercício das suas funções. Incomoda-me não poder ajudar nem fazer nada, principalmente quando há muitas ideias pré-concebidas sobre as realidades das escolas, como se estes professores não fossem necessários. Mas são. E muito! Não é a quantidade que fará com que terminem os problemas da educação e do ensino em Portugal, mas com medidas destas damos passos atrás quando o caminho é para a frente.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Calendário escolar 2012 - 2013


Provavelmente não venho dar novidade a ninguém, mas cá fica para os mais distraídos o calendário escolar para 2012 - 2013 na RAM.

Alberto João Jardim Atingido por Copo de Cerveja

  
Começa assim o mês de setembro. Alberto João jardim foi ontem atingido por uma cerveja na Festa da Uva, no Porto da Cruz. Uma boa maneira para regressar o trabalho do presidente do governo regional da Madeira, uma vez que estava muito calor, ele estava de fato e o popular, certamente com pena, atirou-lhe uma cervejinha para que se refrescasse.

sábado, 1 de setembro de 2012

Setembro e o regresso à realidade dos professores


Esta imagem é sintomática: alguém de costas (a dar as costas, deram-lhe as costas ou ainda querem vê-la pelas costas?) com uma t-shirt preta, a sinalizar o luto e a angústia que milhares de professores sentem por esta altura todos os anos quando saem as listas de colocação. Nas costas lê-se, num branco vivo a contrastar com o fundo preto, uma afirmação / declaração de um estado de espírito que tenta não esmorecer: "SOU PROFESSORA"! Uma quase declaração de guerra, uma vontade que tenta não esmorecer e dizer: estou aqui para cumprir as minhas funções, estou aqui para ensinar! Ao ombro esquerdo, do lado do coração, uma mala de mulher, um quase símbolo daquilo que todos temos de pessoal, uma marca da nossa vida privada que nos acompanha e que é também uma responsabilidade; na mão direita, uma pasta, que poderíamos interpretar como a vida profissional da qual os professores não se conseguem desligar, essa responsabilidade de educar e ensinar, essa vontade de contribuir para a formação dos jovens - tarefa não pequena! - que é um pouco daquilo que somos: somos professores. 
Esta professora está parada, aguarda, provavelmente observa, acompanha outros que não sabem também como será o dia de amanhã. Pensam nas famílias que têm de sustentar, refletem sobre as suas escolhas profissionais, sobre o desejo e o gosto que é ensinar - e aprender, não há professor que não aprenda qualquer coisa com os seus alunos, e se disser o contrário, mente - escondem a angústia da incerteza de não saber como serão os tempos próximos.
Soube-se ontem que houve menos 5147 professores colocados. Não são necessários e serão, por isso, dispensados como uma t-shirt velha que já não cumpre as suas funções. 
Não é um concurso de professores contratados que resolve os desafios da educação e do ensino, isso é inegável. Não é por ter mais professores colocados que os alunos irão aprender mais. Há todo um trabalho ainda por fazer e, para mudar o atual estado de coisas, há decisões difíceis a tomar. Provavelmente reduzir o número de professores, que poderiam contribuir para enriquecer as escolas, não é uma boa ideia. Um país que ainda não percebeu que a educação - ou a falta dela - são um dos pilares fundamentais de uma sociedade e de uma cultura não terá um futuro muito risonho. Aos professores, coragem!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Restauros e outras notícias de verão

Interrompo o meu propositado silêncio de férias neste espaço de reflexão séria e apurada sobre as grandes questões metafísicas e físicas e afins devido a um assunto que não pode ser deixado sem qualquer comentário e sem que seja feita uma importante reflexão sobre o mesmo.
Falo, claro está, do grande caso deste verão, uma das mais importantes notícias que têm saído na comunicação social nos últimos tempos: uma velhinha tentou restaurar uma pintura do século XIX, “Ecce Homo” – da autoria de Elías García Martínez, na capela que era propriedade do Hospital Sancti Spiritus, em Borja (Saragoça), e o resultado foi um completo desastre. Penso que a senhora se inspirou numa conhecida cena de um dos filmes de Mr. Bean, quando ele borra um quadro de milhões e tenta repará-lo para que ninguém repare e o resultado é uma cena muito humorística.


A nossa capacidade para nos rirmos destas situações está sempre apurada e não se fizeram esperar os aproveitamentos on line: várias pessoas já tentaram fazer uns autorrestauros e os resultados também merecem ser vistos. Verdadeiras obras de arte!



sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A telenovela do casamento gay nos EUA


Nos Estados Unidos da América, em plena campanha eleitoral, um dos temas que reaparece frequentemente na ribalta é o do casamento entre pessoas do mesmo sexo, o chamado casamento gay. Nesta pré-campanha, em pleno século XXI, quando se vivem tempos conturbados pelas mais diversas razões e quando as realidades se alteram a um ritmo que nos deixa estonteados, o tema voltou em força, ora para distrair as mentes dos problemas económicos e financeiros, ora porque sim, porque há nos EUA uma (ultra)direita conservadora perigosa bem enraizada na maneira de ser daquele povo e que me faz pensar, por vezes, que nunca gostaria de ser americano. Como é que um povo que tanto deu ao mundo, capaz do melhor nos momentos decisivos, deixa germinar e florescer no seu interior, na América mais pura e profunda (mesmo sabendo que é essa a América mais conservadora e menos aberta a liberdades fundamentais do indivíduo, presa a uma religião marcante com uma influência direta no dia a dia das pessoas), ideias tão retrógradas e abdica dos ideais que advoga querer espalhar pelo mundo? Até o presidente em exercício já veio dizer que defende a possibilidade de pessoas do mesmo sexo poderem casar. Nada mais óbvio (até para Portugal!), mas na América caiu o Carmo e a Trindade (se o Carmo e a Trindade fossem americanos, mas não são, pelo menos ainda, nem dos chineses, pelos vistos, que parece que andam a comprar a metade do mundo que ainda não lhes pertence).
Ora, a polémica que surgiu foi esta: Dan Cathy, dono da empresa de frango frito Chick-Fil-A, convidou os seus concidadãos que defendessem o casamento tradicional e a real influência da Igreja Católica contra o casamento gay que entrassem e que comprassem uma sandes de filete de frango. A direita americana entrou em polvorosa, desde ex-candidatos presidenciais a outras figuras conservadoras, apoiando a ideia. Resultado: as lojas, que não abrem ao domingo porque a religião não o permite, encheram e os consumidores, ao comprarem a sua sanduíche, advogam a defesa da Igreja e defendem a sua primazia na vida pública e política.
Os movimentos a favor dos direitos das minorias já se mobilizaram para boicotar a iniciativa e realizaram uma série de protestos frentes a estas lojas. Alguns presidentes de câmaras, nomeadamente Boston e S. Francisco, também já se manifestaram. 
Há dias em que me parece que o mundo dá passos atrás.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Agosto, férias e coisas afins




Diz que chegou Agosto, "O" mês de férias por excelência (pelo menos para os sortudos que podem tirar férias nesta altura e que só sabem fazer inveja aos demais que trabalham) em que o sol brilha mais e o chamamento da praia é irresistível. 
Pois o meu Agosto começou assim, com sol e calhau, quase à porta de casa (calhau como o da Praia Formosa é difícil encontrar!), a provar que para ter qualidade de vida e o mar quase frente a casa não é preciso ir para destinos mais exóticos. E a boa companhia não faltou: um bom livro!
Agora sim, roam-se de inveja!

Código do Trabalho alterado


Agosto chega com novidades para os trabalhadores: uma terceira alteração ao Código do Trabalho (aprovado pela Lei nº 7/2009), promovida pela Lei 23/2012, de 25 de junho. Aqui fica um resumo das principais modificações (retiradas do blogue http://cantinhodomundo.blogspot.pt/ (com a autorização do autor, claro).

1. Feriados
Eliminação de quatro feriados obrigatórios: os feriados religiosos do Corpo de Deus e do 1 de Novembro e os feriados civis do 5 de Outubro e do 1 de Dezembro (alteração ao n.º 1 do art.º 234.º do CT). Esta redução só se verifica a partir de 1 de Janeiro de 2013. Passam a ser feriados obrigatórios os dias 1 de Janeiro, Sexta-Feira Santa, Domingo de Páscoa, 25 de Abril, 1 de Maio, 10 de Junho, 15 de Agosto, 8 e 25 de Dezembro.
 
2. FériasDeixa de existir a majoração de férias por assiduidade, passando o período anual de férias a ter uma duração de 22 dias úteis.
O empregador passa a poder encerrar a empresa durante 5 dias úteis na época do Natal e entre os dias em que haja um feriado à terça ou quinta-feira e um dia de descanso semanal (o empregador pode estipular uma “ponte” de feriado), deduzindo esse dia útil ao saldo de férias dos trabalhadores ou em alternativa os trabalhadores poderão compensar esse dia de trabalho, mediante acordo.

3. FaltasCaso o trabalhador falte injustificadamente antes ou depois de um dia de descanso ou feriado, considera-se para efeitos de dedução na retribuição, o dia da falta e os dias anteriores ou posteriores de descanso.

4. Redução do valor de trabalho suplementarO trabalho suplementar passa a ser pago a:
- 125% na 1ª hora;
- 137,5% na 2ª hora;
- 150% em dias de descanso e feriados.

5. Compensações por cessação de contratoAs compensações passam a ser pagas num racional de 20 dias de retribuição por cada ano completo e respectivo proporcional por fracção de ano, respeitando os seguintes limites:
- o valor de cálculo de retribuição base não pode exceder 20 vezes a retribuição mínima mensal garantida;
- o montante global não pode execer as 12 vezes a retribuição base ou nos casos em que a retribuição base excede 20 vezes a retribuição mínima mensal garantida, a compensação tem o limite máximo de 240 vezes a retribuição mínima mensal garantida.

6. Despedimentos
O processo de despedimento por inadaptação e por extinção de posto de trabalho é mais fácil e rápido para o empregador, sendo, apenas, necessário apresentar o motivo e fundamento de despedimento por escrito de acordo com a nova lista de motivos. Deixa de ser obrigatório colocar o trabalhador num outro posto compatível.

7. Banco de HorasPassa a ser possível a implementação de um banco de horas por acordo entre empregador e trabalhador sem intervenção de terceiros, podendo-se aumentar os tempos de trabalho até duas horas diárias, não podendo, contudo, exceder-se as 50 horas semanais e 150 horas num ano.



terça-feira, 31 de julho de 2012

Menção honrosa nas Olimpíadas Internacionais da Física para madeirense


Há notícias que nos deixam orgulhosos. O madeirense Simão Meneses João (na foto a segurar a placa com o nome de Portugal), aluno da Escola secundária Jaime Moniz, ganhou uma menção honrosa nas Olimpíadas Internacionais da Física, que se realizaram na Estónia entre 15 e 24 de julho deste ano.
É bom receber notícias destas quando os alunos madeirenses quase nunca ficam bem colocados nas estatísticas nacionais sobre a educação, estatísticas essas que valem o que valem. Os parabéns ao aluno e aos professores que com ele conseguiram esta menção honrosa.

sábado, 28 de julho de 2012

Empreendedorismo em debate



Realizou-se hoje de manhã, das 10h às 13h, no Auditório da UMa, na Rua do Castanheiro, uma mesa redonda sobre empreendedorismo jovem. Para além de convidados que apresentaram a sua visão e a sua experiência em determinadas áreas, os presentes puderam partilhar ideias e opiniões sobre a forma como os jovens podem enveredar por criar o seu próprio rumo sem estar à espera de subsídios ou de apoios que nem sempre são distribuídos com regra e medida e a quem de facto apresenta trabalho.
Foram salientados alguns aspetos a ter em consideração quando falamos de empreendedorismo, tal como a criatividade, a definição rigorosa de objetivos, a importância de uma rede de contactos, a partilha de recursos e de sinergias, entre outras questões.
A forma como a política cultural tem sido gerida até aqui, com estruturas obsoletas cuja rentabilidade deve ser reconsiderada, também foi objeto de análise, pois apesar de os jovens manifestarem vontade de enveredar pelo seu caminho empreendedor, criando uma empresa ou seguindo um rumo definido para a sua própria sustentabilidade, falta ainda informação e estruturas de apoio eficazes e mais adaptadas às novas realidades.