sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Reconhecimento para a Madeira


A Madeira ficou em 2º lugar na lista da 'Condé Nast Traveler', uma prestigiada revista de viagens com edições específicas em vários países.
Fazendo um "Best in the World" a partir das escolhas dos leitores, a Madeira aparece logo a seguir à ilha turca de Bozcaada, no mar Egeu. Capri ficou em 4º, Maiorca e Baleares em 6º, Mikonos em 7º e Sicília em 9º.
Os critérios avaliados foram:

Paisagem: 97,0
Simpatia: 91,5
Ambiente: 92,5
Praias: 45.2
Actividades: 70.0
Alojamento: 73.6
Restaurantes: 73.3

Trata-se de um importante reconhecimento numa ilha que tem tanto para oferecer, mesmo que se possam condenar algumas opções no passado que comprometeram algumas das nossas paisagens, para não falar das intempéries, aluviões, incêndios, mosquitos e afins. Há que repensar a nossa oferta turística e a política de promoção que temos seguido até aqui, com os resultados que se sabem.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Literatura nas escolas


Ao ouvir o ministro da educação e ciência, Nuno Crato, no programa "Prós & Contras", na RTP1, constato, com agrado, a abertura para incentivar e valorizar o ensino da literatura, assim como de apoiar os professores na tarefa de repensar o papel da literatura nas escolas, que é o mesmo que dizer na vida dos jovens.
Se a crise das Humanidades e o ensino da literatura exige uma reflexão serena, profunda e realista, que recoloque a questão nos seus propósitos e a tónica no que de facto deve ser valorizado, a verdade é que, nas escolas, se lê muito pouco e, diga-se a bem da verdade, na maioria das vezes, muito mal.
O caminho tem de passar, de facto, pela sala de aula. Por mais boa vontade que se tenha, por mais ruído que se possa fazer à volta do assunto, por mais discursos inflamados e, muitas vezes, ocos que se possam produzir à volta do assunto, a verdade é que sem o trabalho árduo e profissional dos professores, será muito difícil alcançar resultados no médio e longo prazo.

sábado, 20 de outubro de 2012

Manuel António Pina

Faleceu ontem, a 19 de outubro, o poeta, escritor e ensaísta Manuel António Pina, que no ano passado tinha sido reconhecido com o prémio Camões.  Apesar de não conhecer bem a obra, o pouco que dele li  permite-me dizer que a literatura de língua portuguesa fica  mais pobre. Nada mau para um escritor que uma vez, em entrevista, disse ter a perceção de que escrevia apenas para si e não para os outros, mas que depois teve um momento de lucidez ao ver as suas palavras na boca de muitos. 
Fica a homenagem num momento em que a memória é mais forte pela poesia... sempre a poesia e a literatura, que poder tem sobre os homens... "Ainda não é o fim nem o princípio do mundo calma apenas é um pouco tarde"... Esperemos que, mesmo sendo tarde, consigamos dar os passos atrás necessários para revitalizar a cultura e não deixarmos a poesia emudecer.



O Medo
 
Ninguém me roubará algumas coisas,
nem acerca de elas saberei transigir;
um pequeno morto morre eternamente
em qualquer sítio de tudo isto.

É a sua morte que eu vivo eternamente
quem quer que eu seja e ele seja.
As minhas palavras voltam eternamente a essa morte
como, imóvel, ao coração de um fruto.

Serei capaz
de não ter medo de nada,
nem de algumas palavras juntas?

Manuel António Pina, in "Nenhum Sítio"

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Picadas de mosquitos e afins


  
Segundo a edição on line do Diário de Notícias da Madeira (http://www.dnoticias.pt/actualidade/madeira/349984-37-casos-de-dengue-confirmados-na-madeira), serão já 37 os casos de dengue verificados na Madeira, consequência das picadas enervantes do aedes aegypti. Palpita-me que os casos não vão ficar por aqui, uma vez que são cerca de 262 casos prováveis.
Ficam cá algumas sugestões para tentar combater a praga e rezar para que o tempo comece a esfriar um bocadinho.

 

sábado, 13 de outubro de 2012

"O Amansar da Fera" de Shakespeare, pelo TEF


Datas 12, 13, 14, 18,19, 20, 21, 25,26,27 e 28 de Outubro
Quintas, Sextas e Sábados às 21.00
Domingos às 18.00

Cine-teatro de Santo António

Com:
Paula Erra – Catarina
Margarida Gonçalves – Grúmia
Rui Adriano Martins – Petrucchio
Ruben Silva – Lúcio
Miguel Ângelo Sobral – Trânio
Isabel Rodrigues – Bianca
Norberto Silva – Batista
Guilherme de Mendonça - Hortênsio
Duarte Mata - Grémio
Fabião Santos – Biondello
Élvio Sargo – Saltimbanco
Victor M. Gonçalves – Vicente

Encenação – Diogo Correia Pinto
Direcção Vocal – Paula Erra
Versão Cénica – Diogo Correia Pinto
Cenografia – Cristina Loja
Figurinos – Cristina Loja
Desenho de Luz – Hélder Martins
Sonoplastia – Diogo Correia Pinto
Operação de som – Daniela Gonçalves
Operação de Luz - Hélder Martins
Assistência Técnica – Xavier Miguel

Preço – 5 euros
Contactos – 291226747 / 968652279 / 965573204

E-mail – tef@tef.pt
Site www.tef.pt
Datas 12, 13, 14, 18,19, 20, 21, 25,26,27 e 28 de Outubro
Quintas, Sextas e Sábados às 21.00
Domingos às 18.00
Tempo 1.45

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A República e o mundo ao contrário
























São duas imagens poderosíssimas que marcam as comemorações do (último) feriado nacional de 5 de outubro. 
A imagem da bandeira hasteada ao contrário, às mãos do nosso representante máximo, que é o Presidente da República, assume, nos dias que correm, tendo em consideração as realidades que afligem o país no seu todo, um simbolismo irónico, ainda que certeiro. A responsabilidade é também nossa, coletiva, e não nos podemos dar ao luxo de encontrar bodes expiatórios quando os problemas são complexos demais para andarmos a brincar ao atirar culpas.
Para além disso, o facto de ter sido uma cerimónia às escondidas, à porta fechada, sem a presença do "povo", também é significativo. Porque tem a República medo de se mostrar e de se autocelebrar? Não se percebe de que teve medo o Presidente da República, que fez, como tem sido habitual, um discurso redondo, bonitinho e confrangedor, a contrastar com o forte e significativo discurso do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa.
Vamos ver até quando andaremos com o nosso mundo ao contrário. Há coisas que não se percebe.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Teatro com sensibilidade

"A Morte.Outra Puta!" é o próximo espetáculo da Contigo Teatro em parceria com a Liga Portuguesa Contra O Cancro, que será levado à cena no Fórum Machico nos dias 5 e 6 de outubro, com sessões às 21h00.

Integrado no movimento de solidariedade “Um dia pela Vida”, o trabalho inspira-se, maioritariamente, em crónicas de António Lobo Antunes e de Miguel Esteves Cardoso. Mas há também outras vozes de poetas e de amigos que reunimos num guião dramatúrgico para dar corpo a este projeto solidário.

Em cena queremos mostrar através do relato de experiências vividas e ficcionadas que é muito importante conhecer, estar informado, para sabermos como agir perante nós próprios e perante os outros. A Vida é uma partilha de momentos. Precisamos de rir juntos e de chorar juntos para sermos mais felizes, ou sofrermos menos…

O espetáculo tem a duração de 50 minutos e é aconselhado a maiores de 12 anos.

O bilhete custa 5 euros e as receitas revertem a favor da Liga Portuguesa Contra O Cancro.

Reservas até quinta-feira, através do correio eletrónico geral@contigoteatro.com ou dos contactos: 963996737 | 911100015.
Ficha técnica:
Autoria: António Lobo Antunes, Miguel Esteves Cardoso, António Feio, Miguel Torga, Vergílio Ferreira e Ana Kaupilla.

Dramaturgia: Sandro Nóbrega
Encenação: Maria José Costa e Sandro Nóbrega

Personagens /Actores
Homem 1: André Carvalho
Homem 2: Sandro Nóbrega
Mulher(es): Maria José Costa
Médica: Licínia Cruz

Seleção de Guarda-Roupa: São Gonçalves
Caracterização e adereços: São Gonçalves
Seleção musical: Débora Martins e Sandro Nóbrega
Criação de vídeo e imagem: João Gonçalves e Débora Martins
Operação de som e vídeo: João Gonçalves
Desenho, montagem e operação de Luz: Maurício Freitas
Criação de Material Gráfico: João Gonçalves
Divulgação: Sanae Vita e Contigo Teatro
Frente Casa e Bilheteira: Laura Gonçalves e Luís Varela
Produção: Contigo Teatro

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Encontro com Ruy de Carvalho e Élvio Camacho



Ontem, falou-se de Teatro na Escola Secundária Jaime Moniz. Mas não só. Falou-se também de cultura e arte, de experiências, de emoções (fortes, bonitas, à flor da pele, íntimas) pelas vozes de Ruy de Carvalho e de Élvio Camacho.
Os dois não se vão importar por tratá-los apenas por Ruy e Élvio. Pois numa sala, ainda que pequena, demasiado pequena para sentimentos tão grandes, foi como se só estivessem lá o Ruy, o Élvio e eu. E eles falaram para mim.
O Ruy tem 85 anos e quase 70 de carreira, mas conserva uma jovialidade na maneira de falar e na forma como expressa emoções. Como se estivesse a começar e todas as personagens do mundo à frente. E ainda tem aquela genialidade de num momento estar a falar e a explicar qualquer coisa e de repente ser uma personagem do "Monólogo do vaqueiro" de Gil Vicente. Como só os grandes atores conseguem fazer, com naturalidade mas sendo um ato mecanizado, que exige trabalho e suor, para não falar na dedicação e no amor por aquilo que se faz. Como o próprio disse, qualquer boa improvisação pode requerer seis meses de trabalho e ensaio.
E depois há o Élvio. Há aquele brilho nos olhos, que só ele tem, onde a emoção está presente na ação e a ação é um constante amor  que dedica ao teatro. Com todas as personagens dentro dele à espera para sair e terem existências em palco, por mais breves que possam ser. Pertencendo a uma geração diferente à do Ruy, o Élvio tem aquele je ne sais quoi  que o Ruy também tem, lá está, aquela emoção presente nos olhares, nos gestos e nas memórias, nos desejos para o futuro, nos receios que o presente acolhe. 
O Ruy e o Élvio falaram para mim, numa sala cheia de gente, os dois juntos, as suas memórias e as suas vidas, em palco e fora dele. Os dois, de camisa branca...

sábado, 15 de setembro de 2012

Manifestação por um país mais próspero




Não participo numa manifestação de rua há muitos anos. Desde os meus tempos de faculdade, em que os estudantes de Coimbra saíam à rua para exigir melhores condições para os estudantes e possibilidades justas para tirarem uma licenciatura e terminarem os seus estudos com dignidade e com rigor. Como em qualquer país civilizado acontece. Se esses objetivos foram atingidos ou não, se essas manifestações cumpriram os seus propósitos ou não, uma ida às universidades e falar com os estudantes que desistiram dos seus estudos por não terem possibilidades para tal poderá dar umas pistas.
Mas hoje vou. Às 17h, na praceta do Infante, no Funchal. Vou porque não acho que estamos a viver tempos justos e equitativos. Vou porque acho que estão pessoas no meu país a passar fome, estudantes que não conseguem estudar porque não lhes é dada essa possibilidade, porque há pais e mães a roubar em supermercados para apenas dar de comer aos filhos, porque estão a retirar a quem menos tem os meios para terem alguma dignidade no seu dia a dia, porque estão a faltar medicamentos nos hospitais e há cirurgias importantes que não estão a ser realizadas por falta de dinheiro, porque há idosos que morrem em casa abandonados porque o estado social não está a cumprir as suas funções, porque me estão a exigir dinheiro e a aumentar impostos para pagar a credores mal intencionados e que se aproveitam das dificuldades dos estados fragilizados e apanhados com as calças na mão, porque esta geração mais nova que está agora a crescer e a estudar viverá pior do que eu. E isto é uma inversão abjeta do que deve ser o normal devir de uma sociedade: contribuir para que as gerações seguintes vivam melhor que a nossa. E isso não está a acontecer. Por isso vamos à rua, vamos unir vozes e mandar uma mensagem pacífica, mas forte e cheia de significado a quem nos governa (mal) para que alguns rumos seguidos sejam invertidos e para que nos guiem no caminho do crescimento e do progresso.
Ficam aqui as localizações onde se irão realizar estas manifestações no todo nacional (e não só):

Lisboa: Praça José Fontana às 17h
Porto : Avenida dos Aliados às 17h
Portimão: em frente à Câmara Municipal às 16h
Viseu: Rossio às 17h
Aveiro: Em frente à estação de caminhos de ferro às 17h
Guarda: Praça Luís de Camões às 17h
Braga: Avenida Central às 15h
Coimbra: Praça da República às 17h
Loulé: Mercado de Loulé às 17h
Vila Real : junto à Câmara Municipal às 17h
Covilhã: Pelourinho às 17h
Marinha Grande: Parque da Cerca às 17h
Moncorvo: Torre de Moncorvo - Largo da Corredoura às 17h
Leiria : Fonte Luminosa às 15h
Caldas da Rainha: Largo da Câmara (em frente ao tribunal) às 15h
Faro: Largo da Pontinha às 17h
Portalegre: Praça da República às 17h
Castelo Branco: em frente à Câmara Municipal às 17h
Beja: Praça da República às 17h
Figueira da Foz: em frente à Câmara Municipal às 15h
Santarém: em frente ao W Shopping às 17h
Évora: Praça do Giraldo às 17h
Lamego: Monumento ao Soldado Desconhecido "Chico do Pinto"às 17h
Mogadouro: Parque da Vila às 17h
Peniche: Praça Jacob Rodrigues Pereira às 17h
Santa Maria da Feira: em frente à Câmara Municipal às 17h
Setúbal : Praça do Bocage (em frente ao município) às 17h
Sines : Rossio às 17h
Nisa: Praça da República (junto à Biblioteca) às 17h
Ponta Delgada: Portas da Cidade às 16h
Funchal : Praceta do Infante às 17h
Berlim (Alemanha): Zimmerstrasse, número 56
Fortaleza (Brasil): Rua Desembargador Leite Albuquerque, 635 Sala 402
Londres (Inglaterra): Embaixada Portuguesa (11 Belgrave Square London)
Paris (França): Embaixada de Portugal (3 Rue de Noisiel)
Nos EUA e Canadá não haverá uma manifestação presencial, mas cada um é convidado no evento a fazer cartazes de indignação e fotografias e colocar durante o dia de amanhã no Facebook.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Prémio merecido ao grupo O Moniz - Carlos Varela e o congresso regional de educação artística




Foi uma atribuição mais do que merecida. O grupo de teatro escolar O Moniz - Carlos Varela foi presenteado com o prémio "Educação Artística 2012" na cerimónia de abertura do III Congresso Regional de Educação Artística, que decorreu na EB 2/3 Horário Bento de Gouveia, nos dias 11 e 12 de setembro, e foi organizado pela direção de serviços de educação de educação artística e multimédia da DRE.
A professora Fernanda Freitas subiu ao palco, acompanhada por um membro do conselho executivo da referida escola, para receber o galardão das mãos do secretário regional da educação e recursos humanos e teve oportunidade de referir que a entrega daquele prémio constituía um merecido reconhecimento pelo trabalho realizado ao longo de vinte e dois anos de existência, assim como uma homenagem às muitas pessoas que ao longo dos anos contribuíram para a qualidade dos trabalhos a que este grupo nos habituou.
Queremos mais vinte e dois anos!
Quanto ao congresso em si, ao longo de dois dias, debateu-se a educação artística em várias vertentes. Muitas das comunicações foram interessantes no sentido de divulgar e dar a conhecer algumas práticas de sucesso e alguns projetos aliciantes e inovadores em algumas escolas, não só regionais, mas também nacionais.
Se momentos houve em que se poderiam ter evitado as óbvias e muito fáceis tentações "populistas" de transmitir aos participantes e à comunicação social mensagens políticas de reduzido valor e nenhuma eficácia, em nada contribuindo para a causa da educação artística que todos deveria unir, tentando monopolizar plateias em funçao de objetivos pouco claros,  a troca de experiências acaba sempre por ser uma mais valia e um enriquecimento para os participantes.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A aflição dos professores

Aposto que é assim que muitos professores se sentem nos últimos tempos, não só a nível nacional, mas também cá na RAM. 
Se no todo nacional as más notícias verificaram-se e muitos professores contratados, alguns deles com largos anos de serviço, encontraram o desemprego como perspetiva de curto e médio prazo, a verdade é que cá na Madeira a aflição continua. 
Segundo o calendário oficial, sai amanhã, dia 6 de setembro, a lista de contratação da RAM, mesmo que já nos últimos dias tenham soado alguns alarmes na comunicação social e algumas notícias aparecidas pela calada a anunciar cerca de 200 professores desempregados (número que, como se constata, é bem preocupante para uma realidade como a nossa).
Nos anos anteriores, em que esses professores estiveram colocados e a cumprir funções em prol da educação e do ensino dos nossos jovens, não se levantaram vozes a denunciar um número excessivo de professores. Agora, como o discurso da crise é desculpa para todos os atropelos que se fazem à dignidade das pessoas e para a redução de custos a torto e a direito, já há professores a mais, que não fazem falta, e que devem ir para o desemprego. Não são necessários para nada. Não precisamos desses profissionais para nada. Por isso, rua! As escolas vivem bem sem eles, com alunos mal nutridos, sem capacidade de concentração, sem apoio familiar (uma vez que as famílias se desfazem, se não por problemas de funcionalidade familiar, por motivos económicos e financeiros), mas o problema do país está de facto nos professores.
Conheço alguns destes professores. Já trabalhei com muitos a quem reconheço elevadas capacidades pedagógicas e brio no exercício das suas funções. Incomoda-me não poder ajudar nem fazer nada, principalmente quando há muitas ideias pré-concebidas sobre as realidades das escolas, como se estes professores não fossem necessários. Mas são. E muito! Não é a quantidade que fará com que terminem os problemas da educação e do ensino em Portugal, mas com medidas destas damos passos atrás quando o caminho é para a frente.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Calendário escolar 2012 - 2013


Provavelmente não venho dar novidade a ninguém, mas cá fica para os mais distraídos o calendário escolar para 2012 - 2013 na RAM.

Alberto João Jardim Atingido por Copo de Cerveja

  
Começa assim o mês de setembro. Alberto João jardim foi ontem atingido por uma cerveja na Festa da Uva, no Porto da Cruz. Uma boa maneira para regressar o trabalho do presidente do governo regional da Madeira, uma vez que estava muito calor, ele estava de fato e o popular, certamente com pena, atirou-lhe uma cervejinha para que se refrescasse.

sábado, 1 de setembro de 2012

Setembro e o regresso à realidade dos professores


Esta imagem é sintomática: alguém de costas (a dar as costas, deram-lhe as costas ou ainda querem vê-la pelas costas?) com uma t-shirt preta, a sinalizar o luto e a angústia que milhares de professores sentem por esta altura todos os anos quando saem as listas de colocação. Nas costas lê-se, num branco vivo a contrastar com o fundo preto, uma afirmação / declaração de um estado de espírito que tenta não esmorecer: "SOU PROFESSORA"! Uma quase declaração de guerra, uma vontade que tenta não esmorecer e dizer: estou aqui para cumprir as minhas funções, estou aqui para ensinar! Ao ombro esquerdo, do lado do coração, uma mala de mulher, um quase símbolo daquilo que todos temos de pessoal, uma marca da nossa vida privada que nos acompanha e que é também uma responsabilidade; na mão direita, uma pasta, que poderíamos interpretar como a vida profissional da qual os professores não se conseguem desligar, essa responsabilidade de educar e ensinar, essa vontade de contribuir para a formação dos jovens - tarefa não pequena! - que é um pouco daquilo que somos: somos professores. 
Esta professora está parada, aguarda, provavelmente observa, acompanha outros que não sabem também como será o dia de amanhã. Pensam nas famílias que têm de sustentar, refletem sobre as suas escolhas profissionais, sobre o desejo e o gosto que é ensinar - e aprender, não há professor que não aprenda qualquer coisa com os seus alunos, e se disser o contrário, mente - escondem a angústia da incerteza de não saber como serão os tempos próximos.
Soube-se ontem que houve menos 5147 professores colocados. Não são necessários e serão, por isso, dispensados como uma t-shirt velha que já não cumpre as suas funções. 
Não é um concurso de professores contratados que resolve os desafios da educação e do ensino, isso é inegável. Não é por ter mais professores colocados que os alunos irão aprender mais. Há todo um trabalho ainda por fazer e, para mudar o atual estado de coisas, há decisões difíceis a tomar. Provavelmente reduzir o número de professores, que poderiam contribuir para enriquecer as escolas, não é uma boa ideia. Um país que ainda não percebeu que a educação - ou a falta dela - são um dos pilares fundamentais de uma sociedade e de uma cultura não terá um futuro muito risonho. Aos professores, coragem!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Restauros e outras notícias de verão

Interrompo o meu propositado silêncio de férias neste espaço de reflexão séria e apurada sobre as grandes questões metafísicas e físicas e afins devido a um assunto que não pode ser deixado sem qualquer comentário e sem que seja feita uma importante reflexão sobre o mesmo.
Falo, claro está, do grande caso deste verão, uma das mais importantes notícias que têm saído na comunicação social nos últimos tempos: uma velhinha tentou restaurar uma pintura do século XIX, “Ecce Homo” – da autoria de Elías García Martínez, na capela que era propriedade do Hospital Sancti Spiritus, em Borja (Saragoça), e o resultado foi um completo desastre. Penso que a senhora se inspirou numa conhecida cena de um dos filmes de Mr. Bean, quando ele borra um quadro de milhões e tenta repará-lo para que ninguém repare e o resultado é uma cena muito humorística.


A nossa capacidade para nos rirmos destas situações está sempre apurada e não se fizeram esperar os aproveitamentos on line: várias pessoas já tentaram fazer uns autorrestauros e os resultados também merecem ser vistos. Verdadeiras obras de arte!