quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Ensino em Portugal: ataques e retrocessos


As mentes brilhantes que nos (des)governam desencantaram agora a teoria de que o ensino secundário tem de ser pago (ou semipago, ou num regime de copagamento, sela lá o que isso for - aposto que nem eles sabem o que querem). Pelo menos foi o que sugeriu ontem o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, em entrevista à TVI. Já devíamos estar à espera vindo das pessoas que neste momento governam Portugal. 
Já começaram os argumentos do costume e toda a gente vai ter uma opinião formada sobre o assunto, porque sabemos bem que, em Portugal, sobejam especialistas de bancada que sabem mais sobre os assuntos do que quem tem efetiva formação sobre os mesmos. 
Os advogados e juristas irão triturar a Constituição, encontrando os maiores argumentos legais para justificar um crime ético e moral contra um dos direitos mais básicos do ser humano. Parece-me óbvio, claro como a água, que esta medida não devia ter fundamentação nenhuma. Serei só eu? 
Lançam-se medidas a ver se colam, não se explica, não se debate, não se ouve, não se discute, não se reconhece que o acesso à educação e ao ensino é um dos elementos básicos da vida em sociedade negado durante gerações inteiras a amplas camadas sociais. 
Ninguém vai lutar contra isto? Esperemos por novos desenvolvimentos para saber em que moldes essas medidas serão (se efetivamente forem) implementadas. 

Apanhados no elevador



Tenho um sentido de humor um pouco estranho, por isso não pude deixar de partilhar... Rir ainda continua a ser um bom remédio para os dias de hoje. Uma pausa na crise e más notícias para desanuviar... 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portugues para Valter Hugo Mãe


Valter Hugo Mãe é o vencedor da 10ª edição do Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa, que decorreu em S. Paulo, no Brasil, vencendo também a categoria para melhor romance com A Máquina de Fazer Espanhóis.
"Tenho de falar devagar para não me comover. Cresci a escrever muito, mas não achava que ser escritor era algo que eu pudesse ser. Agradeço que subitamente eu possa estar mais perto de vocês, mas se calhar mais perto de mim", disse o escritor, emocionado, ao ser chamado ao palco para receber o galardão.
A ler...

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Céline Dion: novíssimo álbum em francês

 
Hoje não me apetece falar de crise. Falemos, para distrair e variar, de música.
Está disponível, desde 5 de novembro, o novíssimo Sans Attendre  de Céline Dion, em versão normal e em versão deluxe.
Há uns anos, numa entrevista para a televisão, a cantora dizia que gostava simplesmente de cantar, em qualquer língua, mas que quando tinha qualquer coisa importante a dizer e a transmitir a alguém, era melhor dizê-lo em francês. Concordo; e este novíssimo em francês comprova-o.
Não estando provavelmente ao nível de D'eux, de 1995, ou de um magnífico Live à Paris (1996), retoma um estilo mais próximo de 1 fille & 4 types e não deixa de mostrar uma voz mais madura e uma interpretação mais sóbria, para além dos duetos muito bons com outros autores, de que L'amour peut prendre froid com o grande Johnny Hallyday é um bom exemplo.
Uns não gostam, outros não gostam mesmo nada, outros são completamente fãs: é uma das minhas fraquezas, confesso. Continuo a achar que é simplesmente das melhores intérpretes atuais. A ouvir com atenção; deixo-vos um cheirinho.

Le Miracle
Serre ton bonheur quand il vient
Écoute les murmures et les lents dessins
Du fleuve rouge et mauve qui coule en nos seins
Ses dangers, ses ravins
Pleure la lumière quand elle meure
Puis hurle sous la lune comme ça l’air de rien
Devant la nuit immense et jusqu’au matin
Va toucher le lointain
Au-dessus de nous, dedans et tout autour
Le miracle est partout mon amour
Sauras-tu le voir
Au cœur de nos cœurs, au-delà des contours
Le miracle est partout mon amour
C’est à toi de le voir
Terre ta douleur quand elle brille
Partage tes envies, tes jeux, tes prodiges
Le long de tes racines ces voix qui grésillent
Va défier tes vertiges
Brûle ton amour quand il brûle
Fais feu de tout le bois dont tes bras disposent
Étonne-toi du fond de ta moindre cellule
N’oublie jamais les roses
Au dessus de nous dedans et tout autour
Le miracle est partout mon amour
Sauras-tu le voir
Au cœur de nos cœurs, au-delà des contours
Le miracle est en nous mon amour
C’est à toi de le voir
Au cœur de nos cœurs et dans le point du jour
Le miracle est en nous mon amour
C’est à toi de le voir
Le miracle est en nous mon amour
Au-dessus de nous, dedans et tout autour
Le miracle est partout mon amour
Sauras-tu le voir
Le miracle est en nous mon amour…
(Marie Bastide / Gioacchino Maurici)

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Imagens que nos deslumbram


Paul da Serra tornou a encher-se de água | DNOTICIAS.PT

Este pequeno vídeo postado na página do DN Madeira (clicar no link acima) não deixa de nos surpreender, mesmo que saibamos ser um fenómeno que acontece com alguma frequência. A quantidade de chuva que caiu alagou por completo o planalto e o resultado é este. 
Esta ilha é verdadeiramente fantástica: mesmo a meio de contratempos e de preocupações, é sempre capaz de nos deslumbrar.

Obama por mais quatro anos.

 
O resultado das eleições nos Estados Unidos da América ditou mais quatro anos de Obama na Casa Branca. Tranquiliza-me, sim, ainda que não esteja tão otimista quanto o presidente reeleito quando diz que "o melhor ainda está para vir". 
Estas eleições são sempre seguidas atentamente pelo mundo inteiro, pois a influência dos EUA ainda é inegável, mas os desafios de um mundo multipolar e a reorganização do seu equilíbrio de forças ainda não terminou. As tarefas são muitas, portanto, tanto interna, como externamente. Os norte-americanos, divididos nestas eleições, elegeram Obama há quatro anos pela primeira vez numa onda de otimismo que se foi desfazendo ao longo do primeiro mandato e que ditou uma corrida renhida contra o republicano Mitt Romney, mas ainda assim a magia do primeiro presidente negro não esmoreceu por completo. 
Venham mais quatro anos, de preferência melhores, ainda que sejam inegáveis os triunfos dos últimos anos, tais como o crescimento económico (mesmo que anémico), o fim da guerra do Iraque, entre outros. Para não falar dos sucessos a nível social e de mentalidade, tal como a coragem em assumir publicamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo numa América que, em muitos estados, ainda é extremamente religiosa e conservadora.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Eleições no PSD-Madeira e a democracia que devíamos ter


A imagem diz tudo: um homem que não ouve bem, ou finge não ouvir, ou ouve apenas o que lhe interessa,  legendado pela expressão "CREDIBILIDADE", como se ainda tivesse alguma ou não conseguisse ouvir bem o que essa mesma credibilidade lhe grita. 
Desenganou-se, assim, quem esperava mudanças na noite de diretas no PSD-Madeira: Alberto João Jardim ganhou  as eleições internas com 51,4% dos votos (segundo parece, e de acordo com informações de que disponho neste momento, a uma diferença de 83 votos de Miguel Albuquerque). Pela primeira vez, houve uma lista concorrente à liderança do partido, o que já foi uma lufada de ar fresco num partido avesso a brisas democráticas.
Não sei - porque não conheço o indivíduo, nem faço grandes intenções de vir a conhecer  - se as intenções da candidatura alternativa foram as melhores ou se os motivos foram os mais nobres ao candidatar-se à liderança do partido. 
No que a mim diz respeito, as soluções para a Madeira não passam por nenhuma das atuais lideranças partidárias nem pelas figuras do costume. Acho mesmo que se está a tornar urgente - mais do que nunca - uma reformulação completa das nossas instituições regionais. Pelos vistos, essa realidade ficou hoje um bocadinho mais longe. Ainda não foi desta...

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Reconhecimento para a Madeira


A Madeira ficou em 2º lugar na lista da 'Condé Nast Traveler', uma prestigiada revista de viagens com edições específicas em vários países.
Fazendo um "Best in the World" a partir das escolhas dos leitores, a Madeira aparece logo a seguir à ilha turca de Bozcaada, no mar Egeu. Capri ficou em 4º, Maiorca e Baleares em 6º, Mikonos em 7º e Sicília em 9º.
Os critérios avaliados foram:

Paisagem: 97,0
Simpatia: 91,5
Ambiente: 92,5
Praias: 45.2
Actividades: 70.0
Alojamento: 73.6
Restaurantes: 73.3

Trata-se de um importante reconhecimento numa ilha que tem tanto para oferecer, mesmo que se possam condenar algumas opções no passado que comprometeram algumas das nossas paisagens, para não falar das intempéries, aluviões, incêndios, mosquitos e afins. Há que repensar a nossa oferta turística e a política de promoção que temos seguido até aqui, com os resultados que se sabem.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Literatura nas escolas


Ao ouvir o ministro da educação e ciência, Nuno Crato, no programa "Prós & Contras", na RTP1, constato, com agrado, a abertura para incentivar e valorizar o ensino da literatura, assim como de apoiar os professores na tarefa de repensar o papel da literatura nas escolas, que é o mesmo que dizer na vida dos jovens.
Se a crise das Humanidades e o ensino da literatura exige uma reflexão serena, profunda e realista, que recoloque a questão nos seus propósitos e a tónica no que de facto deve ser valorizado, a verdade é que, nas escolas, se lê muito pouco e, diga-se a bem da verdade, na maioria das vezes, muito mal.
O caminho tem de passar, de facto, pela sala de aula. Por mais boa vontade que se tenha, por mais ruído que se possa fazer à volta do assunto, por mais discursos inflamados e, muitas vezes, ocos que se possam produzir à volta do assunto, a verdade é que sem o trabalho árduo e profissional dos professores, será muito difícil alcançar resultados no médio e longo prazo.

sábado, 20 de outubro de 2012

Manuel António Pina

Faleceu ontem, a 19 de outubro, o poeta, escritor e ensaísta Manuel António Pina, que no ano passado tinha sido reconhecido com o prémio Camões.  Apesar de não conhecer bem a obra, o pouco que dele li  permite-me dizer que a literatura de língua portuguesa fica  mais pobre. Nada mau para um escritor que uma vez, em entrevista, disse ter a perceção de que escrevia apenas para si e não para os outros, mas que depois teve um momento de lucidez ao ver as suas palavras na boca de muitos. 
Fica a homenagem num momento em que a memória é mais forte pela poesia... sempre a poesia e a literatura, que poder tem sobre os homens... "Ainda não é o fim nem o princípio do mundo calma apenas é um pouco tarde"... Esperemos que, mesmo sendo tarde, consigamos dar os passos atrás necessários para revitalizar a cultura e não deixarmos a poesia emudecer.



O Medo
 
Ninguém me roubará algumas coisas,
nem acerca de elas saberei transigir;
um pequeno morto morre eternamente
em qualquer sítio de tudo isto.

É a sua morte que eu vivo eternamente
quem quer que eu seja e ele seja.
As minhas palavras voltam eternamente a essa morte
como, imóvel, ao coração de um fruto.

Serei capaz
de não ter medo de nada,
nem de algumas palavras juntas?

Manuel António Pina, in "Nenhum Sítio"

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Picadas de mosquitos e afins


  
Segundo a edição on line do Diário de Notícias da Madeira (http://www.dnoticias.pt/actualidade/madeira/349984-37-casos-de-dengue-confirmados-na-madeira), serão já 37 os casos de dengue verificados na Madeira, consequência das picadas enervantes do aedes aegypti. Palpita-me que os casos não vão ficar por aqui, uma vez que são cerca de 262 casos prováveis.
Ficam cá algumas sugestões para tentar combater a praga e rezar para que o tempo comece a esfriar um bocadinho.

 

sábado, 13 de outubro de 2012

"O Amansar da Fera" de Shakespeare, pelo TEF


Datas 12, 13, 14, 18,19, 20, 21, 25,26,27 e 28 de Outubro
Quintas, Sextas e Sábados às 21.00
Domingos às 18.00

Cine-teatro de Santo António

Com:
Paula Erra – Catarina
Margarida Gonçalves – Grúmia
Rui Adriano Martins – Petrucchio
Ruben Silva – Lúcio
Miguel Ângelo Sobral – Trânio
Isabel Rodrigues – Bianca
Norberto Silva – Batista
Guilherme de Mendonça - Hortênsio
Duarte Mata - Grémio
Fabião Santos – Biondello
Élvio Sargo – Saltimbanco
Victor M. Gonçalves – Vicente

Encenação – Diogo Correia Pinto
Direcção Vocal – Paula Erra
Versão Cénica – Diogo Correia Pinto
Cenografia – Cristina Loja
Figurinos – Cristina Loja
Desenho de Luz – Hélder Martins
Sonoplastia – Diogo Correia Pinto
Operação de som – Daniela Gonçalves
Operação de Luz - Hélder Martins
Assistência Técnica – Xavier Miguel

Preço – 5 euros
Contactos – 291226747 / 968652279 / 965573204

E-mail – tef@tef.pt
Site www.tef.pt
Datas 12, 13, 14, 18,19, 20, 21, 25,26,27 e 28 de Outubro
Quintas, Sextas e Sábados às 21.00
Domingos às 18.00
Tempo 1.45

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A República e o mundo ao contrário
























São duas imagens poderosíssimas que marcam as comemorações do (último) feriado nacional de 5 de outubro. 
A imagem da bandeira hasteada ao contrário, às mãos do nosso representante máximo, que é o Presidente da República, assume, nos dias que correm, tendo em consideração as realidades que afligem o país no seu todo, um simbolismo irónico, ainda que certeiro. A responsabilidade é também nossa, coletiva, e não nos podemos dar ao luxo de encontrar bodes expiatórios quando os problemas são complexos demais para andarmos a brincar ao atirar culpas.
Para além disso, o facto de ter sido uma cerimónia às escondidas, à porta fechada, sem a presença do "povo", também é significativo. Porque tem a República medo de se mostrar e de se autocelebrar? Não se percebe de que teve medo o Presidente da República, que fez, como tem sido habitual, um discurso redondo, bonitinho e confrangedor, a contrastar com o forte e significativo discurso do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa.
Vamos ver até quando andaremos com o nosso mundo ao contrário. Há coisas que não se percebe.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Teatro com sensibilidade

"A Morte.Outra Puta!" é o próximo espetáculo da Contigo Teatro em parceria com a Liga Portuguesa Contra O Cancro, que será levado à cena no Fórum Machico nos dias 5 e 6 de outubro, com sessões às 21h00.

Integrado no movimento de solidariedade “Um dia pela Vida”, o trabalho inspira-se, maioritariamente, em crónicas de António Lobo Antunes e de Miguel Esteves Cardoso. Mas há também outras vozes de poetas e de amigos que reunimos num guião dramatúrgico para dar corpo a este projeto solidário.

Em cena queremos mostrar através do relato de experiências vividas e ficcionadas que é muito importante conhecer, estar informado, para sabermos como agir perante nós próprios e perante os outros. A Vida é uma partilha de momentos. Precisamos de rir juntos e de chorar juntos para sermos mais felizes, ou sofrermos menos…

O espetáculo tem a duração de 50 minutos e é aconselhado a maiores de 12 anos.

O bilhete custa 5 euros e as receitas revertem a favor da Liga Portuguesa Contra O Cancro.

Reservas até quinta-feira, através do correio eletrónico geral@contigoteatro.com ou dos contactos: 963996737 | 911100015.
Ficha técnica:
Autoria: António Lobo Antunes, Miguel Esteves Cardoso, António Feio, Miguel Torga, Vergílio Ferreira e Ana Kaupilla.

Dramaturgia: Sandro Nóbrega
Encenação: Maria José Costa e Sandro Nóbrega

Personagens /Actores
Homem 1: André Carvalho
Homem 2: Sandro Nóbrega
Mulher(es): Maria José Costa
Médica: Licínia Cruz

Seleção de Guarda-Roupa: São Gonçalves
Caracterização e adereços: São Gonçalves
Seleção musical: Débora Martins e Sandro Nóbrega
Criação de vídeo e imagem: João Gonçalves e Débora Martins
Operação de som e vídeo: João Gonçalves
Desenho, montagem e operação de Luz: Maurício Freitas
Criação de Material Gráfico: João Gonçalves
Divulgação: Sanae Vita e Contigo Teatro
Frente Casa e Bilheteira: Laura Gonçalves e Luís Varela
Produção: Contigo Teatro

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Encontro com Ruy de Carvalho e Élvio Camacho



Ontem, falou-se de Teatro na Escola Secundária Jaime Moniz. Mas não só. Falou-se também de cultura e arte, de experiências, de emoções (fortes, bonitas, à flor da pele, íntimas) pelas vozes de Ruy de Carvalho e de Élvio Camacho.
Os dois não se vão importar por tratá-los apenas por Ruy e Élvio. Pois numa sala, ainda que pequena, demasiado pequena para sentimentos tão grandes, foi como se só estivessem lá o Ruy, o Élvio e eu. E eles falaram para mim.
O Ruy tem 85 anos e quase 70 de carreira, mas conserva uma jovialidade na maneira de falar e na forma como expressa emoções. Como se estivesse a começar e todas as personagens do mundo à frente. E ainda tem aquela genialidade de num momento estar a falar e a explicar qualquer coisa e de repente ser uma personagem do "Monólogo do vaqueiro" de Gil Vicente. Como só os grandes atores conseguem fazer, com naturalidade mas sendo um ato mecanizado, que exige trabalho e suor, para não falar na dedicação e no amor por aquilo que se faz. Como o próprio disse, qualquer boa improvisação pode requerer seis meses de trabalho e ensaio.
E depois há o Élvio. Há aquele brilho nos olhos, que só ele tem, onde a emoção está presente na ação e a ação é um constante amor  que dedica ao teatro. Com todas as personagens dentro dele à espera para sair e terem existências em palco, por mais breves que possam ser. Pertencendo a uma geração diferente à do Ruy, o Élvio tem aquele je ne sais quoi  que o Ruy também tem, lá está, aquela emoção presente nos olhares, nos gestos e nas memórias, nos desejos para o futuro, nos receios que o presente acolhe. 
O Ruy e o Élvio falaram para mim, numa sala cheia de gente, os dois juntos, as suas memórias e as suas vidas, em palco e fora dele. Os dois, de camisa branca...