"Nós somos nós e as nossas circunstâncias" (Ortega y Gasset, "La rebelión de las masas", 1937)
domingo, 13 de janeiro de 2013
David Bowie - Where Are We Now?
Vale sempre a pena ovuir quando se trata de um regresso do "Camaleão", como é conhecido David Bowie. Enquanto se discute de se trata de um "Olá, cá estou novamente!" ou de um "Adeus, fico-me por aqui!", nada melhor do que ouvir esta grande canção.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Reflexões sobre o ensino da literatura
Sempre achei fascínio nos livros, ora estejam arrumados em empoeiradas estantes, ora novinhos em folha nas mais modernas livrarias, ora empilhados, como a foto documenta. Apetece-me tocar-lhes, folheá-los, invadir os seus mais íntimos segredos e fazê-los meus. Mesmo consciente da chamada crise das humanidade e do facto de se tratar muito mal a literatura (pelas mais diversas e, por vezes, incompreensíveis razões), a verdade é que é nas páginas dos livros que, muitas vezes, aprendemos a amar e que nos confrontamos com a nossa própria mundividência, pondo em causa os valores que antes considerávamos inabaláveis.
Pode a literatura mudar o mundo? Não resisto em deixar como aperitivo à reflexão algumas profundas palavras de Octavio Paz, em Los hijos del limo, de 1956 (traduzidas num importante artigo sobre o ensino da literatura - MELLO, Cristina, “Leitura e memória literária”, in I Jornadas Científico-Pedagógicas de Português, Instituto de Língua e Literatura Portuguesas da Faculdade de Letras da universidade de Coimbra, Coimbra, Almedina):
"A poesia é conhecimento, salvação, poder, abandono. Operação capaz de mudar o mundo, a actividade poética é revolucionária por natureza; exercício espiritual, é um método de libertação interior. A poesia revela este mundo; cria outro. (...) Expressão histórica de raças, nações, classes. Nega a história: no seu seio resolvem-se todos os conflitos objectivos e o homem adquire finalmente consciência de ser algo mais do que trânsito. Experiência, sentimento, emoção, intuição, pensamento não dirigido. Filha do acaso, fruto do cálculo. Arte de falar de forma superior; linguagem primitiva. Obediência às regras; criação de outras. Imitação dos antigos, cópia do real, cópia de uma cópia da Ideia. Loucura, êxtase, logos. (...) Ensinamento, moral, exemplo, revelação, dança, diálogo, monólogo. A voz do povo, língua dos eleitos, palavra do solitário. Pura e impura, sagrada e maldita, popular e minoritária, colectiva e pessoal, nua e vestida, falada, pintada, escrita, ostenta todos os rostos, porém há quem afirme que não possui nenhum: o poema é uma máscara que oculta o vazio; prova formosa da supérflua grandeza de toda a obra humana."
sábado, 5 de janeiro de 2013
Performance - do sentir ao agir
O conceito de performance não é novo, passando a ser esta reconhecida como meio de expressão artística independente na década de 1970. Estando, na sua origem, ligada às artes plásticas e visuais, não deixa de ser curiosa a forma como a sua abrangência, flexibilidade e as suas potencialidades criadoras - enfim, de libertação e evasão do indivíduo - encaixam com perfeição noutras áreas artísticas, sendo a literatura um universo infinito de possibilidades.
Assim sendo, não é de estranhar que tenha sempre estado ligada a movimentos futuristas e de vanguarda, com o verdadeiro intuito de romper com a normatividade vigente.
O teatro e a expressão dramática são, assim, por razões evidentes, um espaço onde a performatividade se pode cumprir sem restrições ou tabus. Veja-se o exemplo levado à cena, em 2008, pela Companhia Contigo Teatro quando ousou pegar na obra dramática Desastre Nu do grande António Aragão, num projeto com o feliz titulo de Re (EnCONTrO) com António Aragão , que englobou ainda um ciclo de conferência e um interessante workshop orientado pelo artista António Jorge Gonçalves.
Desde há alguns meses a esta parte, esta mesma Companhia prepara um projeto, ligado a escolas, onde a arte da performance se alie às práticas de leitura, incentivando o ensino da literatura e promovendo a melhoria dos hábitos de leitura dos jovens. Mais novidades em breve.
Para já, fica uma pequena demonstração de Desastre Nu de António Aragão, que contemplou a colaboração de artistas plásticos.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Viver em modo poupança
Começou o ano novo, sem dúvida. Queimados os foguetes, guardadas as roupas de gala para a noite de passagem de ano, visto e revisto o grande fogo de artifício da Madeira, voltou o dia a dia, a rotina, a vida real, por assim dizer. Motivo para alarme, apreensão, depressão? Não precisa de ser assim. Temos motivos de sobra para preocupação, mas não precisamos de passar o tempo todo a perder cabelo (eu que o diga!) por causa disso.
Vejamos o exemplo mostrado pelo jornal "Público", que noticiou uma advogada que, aos 36 anos, decidiu viver, durante 11 meses e 11 dias, com 1111 euros. Conseguiu e ainda sobrou qualquer coisita. A estratégia até é bem simples: trocas. Pode saber mais curiosidades em http://www.publico.pt/sociedade/noticia/ela-viveu-um-ano-com-mil-euros-e-muitas-trocas-1579121.
Obviamente que não temos (nem queremos) deixar o trabalho e passar a vida a trocar bens, em busca da oportunidade, viver sempre em cima da linha sem qualquer ou nenhuma rede de suporte, mas a verdade é que a disciplina para podermos viver com menos e continuar a ter qualidade de vida exige alguma criatividade e mudança de pequenos hábitos, o que não quer dizer que fiquemos amarrados a rotinas e a sofrer a contar tostões.
Esperemos que seja um ano se oportunidades e de felicidade. E se me desagrada sobremaneira o discurso do coitadinho que não deve comer bifes todos os dias e deve ser pobrezito e feliz (Salazar, onde andas?!), a verdade é que não devemos abdicar de continuar a melhorar a nossa qualidade de vida e vivermos melhor do que as gerações anteriores.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Fogo de Artifício Ilha da Madeira 2013
Começou assim o ano de 2013 na Madeira. Sem palavras. Ficam os votos habituais para estas alturas do ano: que seja um ano cheio de cor e luz para todos. Não desejo sorte a ninguém, mas sim vontade de superar desafios e de vencer obstáculos. Acho que vai ser um bom ano, não vai?
sábado, 22 de dezembro de 2012
Um pouco de poesia no Natal
Não só de Natal e de festividade fala este poema. E também uma lição de vida.
HOSSANA!
Junquem de flores o chão do velho mundo;
Vem o futuro aí!
Desejado por todos os poetas
E profetas
Da vida,
Deixou a sua ermida
E meteu-se a caminho.
Ninguém o viu ainda, mas é belo.
É o futuro…
Ponham pois rosmaninho
Em cada rua,
Em cada porta,
Em cada muro,
E tenham confiança nos milagres
Desse Messias que renova o tempo.
O passado passou.
O presente agoniza.
Cubram de flores a única verdade
Que se eterniza!
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Funchal - dezembro de 2012
Quem me conhece já sabe que esta altura que se aproxima é a minha época preferida do ano. O Natal e o fim do ano (a Festa, como se diz) é especial para os madeirenses. Gosto do Funchal assim, iluminado e animado. Por uns dias, podemos esquecer um pouco crises e dificuldades e respirar um pouco mais de luz.
Armado em turista, lá fui eu, de máquina em punho, fotografando tudo à minha frente. Eis algumas das razões que fazem desta cidade uma das mais bonitas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

